A Capcom renovou recentemente o registro da marca Dino Crisis no Japão, gerando novas especulações sobre o futuro da franquia. O pedido, feito em 4 de março, abrange a oferta de jogos para computadores, consoles e dispositivos móveis, além de serviços de jogos online. Apesar da movimentação, a empresa não anunciou oficialmente nenhum projeto relacionado à série.

O site Gematsu destacou que, no Japão, esse tipo de registro muitas vezes indica intenções concretas por parte das desenvolvedoras. A notícia rapidamente se espalhou pelos fóruns de games, onde fãs relembraram que a Capcom adotou estratégia semelhante antes de reviver a franquia Onimusha.

O histórico recente da empresa também reforça essa possibilidade: em 2019, ela registrou novamente a marca no Japão e, em 2021, renovou o registro nos Estados Unidos, garantindo validade de dez anos. No entanto, essas movimentações anteriores não resultaram no retorno da série.

Foto: Divulgação/Capcom

Capcom mantém interesse na franquia com nova renovação de marca

Nos últimos anos, a Capcom tem apostado em remakes de suas franquias de sucesso. A série Resident Evil recebeu novas versões de seus clássicos, revitalizando o interesse do público. Além disso, em 2023, a empresa realizou uma pesquisa perguntando aos jogadores quais jogos gostariam de ver com remasters, remakes ou sequências. Dino Crisis figurou entre os mais votados, ao lado de Okami — que teve uma sequência anunciada no The Game Awards 2024.

A ausência de um novo Dino Crisis sempre gerou questionamentos entre os fãs. A mesma equipe de Resident Evil desenvolveu o primeiro título em 1999, sob a direção de Shinji Mikami. A proposta inovadora de substituir zumbis por dinossauros ferozes trouxe uma experiência de survival horror única, garantindo sucesso imediato. Assim, o jogo vendeu cerca de 2,4 milhões de cópias no PlayStation 1 e gerou duas sequências.

Em 2000, Dino Crisis 2 foi lançado com uma abordagem mais voltada para a ação, agradando a muitos jogadores e alcançando 1,2 milhão de unidades vendidas. No entanto, Dino Crisis 3, lançado em 2003 exclusivamente para Xbox, se distanciou das raízes da série ao situar a narrativa no espaço e substituir os dinossauros clássicos por criaturas mutantes. A recepção morna e as baixas vendas contribuíram para a pausa da franquia.

Foto: Divulgação/Capcom

Desafios técnicos e movimentações recentes indicam possível retorno de Dino Crisis

O fracasso de Dino Crisis 3 não foi o único motivo para o sumiço da série. A recriação realista de dinossauros sempre representou um desafio técnico, especialmente quando comparada à simplicidade de animar zumbis. Criar criaturas gigantes com movimentação ágil e texturas detalhadas exige recursos avançados de inteligência artificial, o que poderia ter sido um empecilho nas gerações anteriores de consoles.

Apesar do longo hiato, a Capcom demonstrou que ainda enxerga valor na franquia. Recentemente, relançou os dois primeiros jogos no GOG, plataforma de distribuição digital de jogos clássicos, com suporte a gráficos aprimorados, resolução em 4K e salvamento na nuvem. Além disso, os títulos também foram disponibilizados na PS Store, ainda que com atraso.

Outro fator que pode influenciar os planos da Capcom é o sucesso de Monster Hunter. Shinji Mikami já afirmou em entrevistas que a empresa não teria motivos para trazer Dino Crisis de volta enquanto Monster Hunter continuasse dominando o mercado. No entanto, com o recente registro da marca e a tendência de reviver franquias clássicas, os fãs seguem esperançosos.