Após quase uma década de espera, Civilization 7 finalmente chegou, e a expectativa da comunidade gamer estava nas alturas. A franquia, que domina o gênero 4X (eXploração, eXpansão, eXtração e eXtermínio), apresenta novidades que prometem renovar a experiência, tanto para veteranos quanto para iniciantes.

O game abandona a linha do tempo linear e adota um sistema de eras mais dinâmico, criando partidas que se transformam radicalmente conforme o progresso. Mas será que essa inovação funciona na prática? Vamos explorar os pontos fortes e fracos dessa nova abordagem.

Mudanças nas Eras: Um jogo, três experiências diferentes

Uma das grandes revoluções em Civilization 7 é o novo sistema de eras, dividido em Antiguidade, Exploração e Moderna. Agora, cada era impõe desafios e mudanças drásticas no jogo, fazendo com que cada sessão pareça uma experiência totalmente nova.

Isso significa que mesmo jogadores que começam dominando podem enfrentar dificuldades ao transitar entre períodos históricos. O oposto também vale: se o início não for promissor, ainda há chances de recuperação ao longo do jogo. O segredo está nos bônus e legados adquiridos durante a jornada.

Foto: Divulgação/Firaxis Games

Líderes e Civilizações: Mais estratégia e customização

A personalização da estratégia atinge outro nível com a possibilidade de trocar de civilização a cada era, mantendo o mesmo líder. Isso permite combinações inéditas e estratégias únicas, além de recompensar a experiência acumulada com personagens específicos.

Outra grande novidade é o sistema de XP dos líderes, que garante vantagens exclusivas conforme o jogador se especializa em determinado personagem. Essa mecânica incentiva diferentes abordagens e torna cada partida única.

Fim dos construtores e nova dinâmica de influência

A remoção dos construtores simplifica a administração das cidades, tornando o gerenciamento mais fluido e acessível. Agora, a construção e a produção são organizadas de forma mais intuitiva, sem a necessidade de microgerenciamento excessivo.

Além disso, os povos independentes, que substituem os antigos bárbaros, trazem novas interações. A adição do recurso de Influência, ao lado de ouro, cultura e ciência, acrescenta outra camada estratégica ao jogo, tornando a diplomacia mais relevante.

Foto: Divulgação/Firaxis Games

Gráficos e trilha sonora: Uma experiência imersiva

Visualmente, Civilization 7 traz um salto significativo em relação ao seu antecessor. Os gráficos são mais detalhados, menos cartunescos e proporcionam um mundo mais vivo. As maravilhas do mundo e as novas paisagens dinâmicas dão ainda mais profundidade ao mapa.

A trilha sonora também impressiona, acompanhando a evolução das civilizações e se adaptando ao líder escolhido. Essa imersão sonora reforça o clima de cada era e aumenta a sensação de progresso dentro do jogo.

Late game e performance: Equilíbrio entre profundidade e fluidez

Com tantas novas mecânicas e a possibilidade de avançar por diferentes eras, era esperado que o jogo se tornasse mais pesado no late game. No entanto, a Firaxis conseguiu manter a fluidez mesmo nos estágios mais avançados.

Os pontos de legado, que indicam a posição do jogador em Cultura, Economia, Militar e Ciência, tornam as partidas mais equilibradas até o final. Mesmo assim, para quem prefere uma experiência mais curta, há a opção de limitar a campanha a uma era específica, o que favorece o jogo competitivo e multiplayer.

Vale a pena jogar Civilization 7?

A resposta é simples: sim. Seja você um veterano da franquia ou um novato nos jogos de estratégia, Civilization 7 oferece uma experiência renovada e acessível.

Com mecânicas inovadoras, gráficos impressionantes e um sistema estratégico mais dinâmico, o game tem tudo para se tornar uma referência no gênero 4X pelos próximos anos. Assim, a espera valeu a pena, e Civilization 7 já nasce como um dos melhores da série.