Faltam poucos dias para o aguardado Nintendo Direct do Switch 2. Marcado para o dia 2 de abril, o evento promete detalhar a nova geração do console híbrido que conquistou milhões de jogadores no mundo todo.

A expectativa é enorme. Desde o anúncio do presidente da Nintendo, Shuntaro Furukawa, confirmando a existência do sucessor do Switch, a comunidade gamer não fala em outra coisa. Rumores, vazamentos e análises circulam pelas redes, mas ainda há muito mistério no ar.

Este artigo reúne as principais informações confirmadas, desejos da comunidade e os maiores temores que cercam o Switch 2. Um conteúdo completo para quem quer estar por dentro de tudo antes do Direct.

Foto: Divulgação/Nintendo

O que já sabemos sobre o Nintendo Switch 2

A Nintendo confirmou que o Switch 2 continuará híbrido, com suporte a jogos portáteis e de mesa. O visual foi atualizado, com corpo maior e design mais arrojado. A logo também mudou, marcando a primeira vez que a empresa usa uma numeração sequencial em seus consoles.

A empresa garantiu que o Switch 2 será retrocompatível, mas com ressalvas. Nem todos os títulos do primeiro console funcionarão automaticamente, o que levanta dúvidas sobre a extensão dessa compatibilidade.

O serviço de assinatura Nintendo Switch Online será mantido no novo console. Especula-se que ele trará suporte a jogos de outras plataformas, como GameCube e Nintendo DS, mas a empresa ainda não confirmou.

O que queremos ver no Nintendo Switch 2

A expectativa é de um salto de desempenho. Rumores indicam uma tela LCD de 120Hz, com suporte a tecnologias como VRR (taxa de atualização variável) e HDR (imagens com mais contraste e brilho). Essas melhorias podem colocar o Switch 2 em pé de igualdade com os concorrentes.

A Nintendo é conhecida por apostar em ideias ousadas. Entre os destaques, está o rumor de que os Joy-Cons poderão funcionar como mouse. Essa função pode ampliar a usabilidade do console e abrir novas possibilidades para desenvolvedores.

Fãs pedem a inclusão de temas customizáveis para a tela inicial do console, algo comum em outras plataformas. A personalização visual é um pedido antigo e simples de implementar, mas que faria diferença para muitos jogadores.

Foto: Divulgação/Nintendo

Com jogos multiplayer cada vez mais populares, a ausência de um chat de voz integrado se torna um ponto fraco. A comunidade deseja uma solução prática, sem depender de apps externos no celular. O processo atual de compartilhar imagens e vídeos é burocrático. Espera-se um novo sistema mais direto, com integração a plataformas como Twitch e X (antigo Twitter), além da possibilidade de fazer lives direto do console.

A ausência de Netflix, Disney+ e outros serviços de streaming foi criticada no Switch original. Mesmo com esses apps disponíveis em outros dispositivos, a presença deles no novo console traria conveniência ao usuário. Assim, com o lançamento do Switch 2, os jogadores esperam o retorno de séries como F-Zero, Star Fox, Golden Sun e Kid Icarus. A nova geração pode ser a oportunidade perfeita para reviver essas sagas.

O que tememos com a chegada do Switch 2

A maior preocupação é o preço do Switch 2 no Brasil. Com a economia instável e o dólar volátil, o console pode chegar ao mercado com valores inacessíveis para boa parte dos gamers. Além disso, há o temor de que os jogos fiquem ainda mais caros, repetindo o aumento que vimos nos títulos de primeira linha do Switch original.

A ansiedade pelo novo console pode se transformar em decepção. Se o Switch 2 entregar poucas inovações reais e focar apenas em melhorias técnicas, parte da comunidade pode se sentir frustrada. A comparação com o lendário sucesso do primeiro modelo será inevitável. A Nintendo garante que o lançamento será global, mas a alta demanda pode causar escassez. Contudo, o histórico da empresa durante a pandemia e o sucesso do primeiro Switch levantam dúvidas sobre a capacidade de atender ao mercado no lançamento.

O Switch 2 pode repetir (ou até superar) o sucesso do antecessor?

A revelação do Nintendo Switch 2 está cada vez mais próxima. Com a promessa de retrocompatibilidade, novas funções, melhor desempenho e possível inovação na jogabilidade, o console pode manter a Nintendo entre os grandes da indústria.

Mas o sucesso dependerá de fatores-chave: preço competitivo, diferenciais marcantes e um lançamento bem executado. A Direct de 2 de abril será decisiva para sabermos se a Big N vai apenas repetir a fórmula — ou reinventá-la mais uma vez.