The Day I Became God: Episódio 12 – A vida não é um filme

30 de dezembro de 2020
Notícia

É bizarro que estava extremamente tenso com esse último episódio de Kamisama, pois como falei na review passada eu tinha medo do desconhecido como todo mundo tem, eu tinha medo que esse último episódio pudesse se tornar um novo episódio 12 de Yesterday o Utatte por ser quase que totalmente diferente do ritmo que o anime apresentada, ou quis sa um final extremamente complexo que demandaria mais tempo para pegar a nuances apresentadas nela, mas esse último episódio foi uma coletânea de clichês com uma pitada de sentimentalismo típico de Maeda Jun.

Mas é engraçado que os clichês trabalhados aqui são diferentes de Fairy Gone, mas usarei ele para basear minhas críticas sobre esse final de Kamisama, pois ambos compartilham o mesmo estúdio, sei que é uma razão rasa para isso, mas pelo menos eu comentei sobre esse anime aqui na pagina então ficaria mais fácil para vocês entenderem meu ponto de vista que começa justamente quando o Ex-machina se apresentou, querendo ou não foi um clichê ver a Hina lembra do Yota e os outros na despedida dele, mas diferente de Fairy Gone onde o clichê só é copiado, enquanto aqui é trabalhado de acordo com que a história apresentou no penúltimo episódio, não tivemos a Hina Odin dos primeiros episódios da série ressurgindo das cinzas, apenas a simples e imaculada Hina tendo vislumbres dessa antiga memória foi corrente para que a narrativa apresentou.

Outro clichê foi justamente o resto do episódio que, se não tivéssemos toda a staff empenhada, talvez nem sequer tenha durado o tempo que teve aqui e de novo respeitando o que foi apresentado pela narrativa até agora, sem a nossa Hina chuunibyou voltando do nada porque deus(Maeda Jun) quis assim, entretanto a primeira frase do anime foi ressignificada com a cena final que serviu como despedida dos tempos calorosos e cômicos que tivemos com essa série, tanto para os tesouros dela quanto para gente que acompanhou sua jornada.

Foi estranho rever as filmagens da Sora que tinha esquecido até graças a um amigo justamente na sexta-feira véspera deste episódio lembra-me sobre ele e aceitei o final das filmagens com uma passadinha de pano, afinal de contas a Hina não estava em condições para terminar as filmagens, quis sa fazer aquela cena dela andando praticamente cinquenta metros sozinha, foi forçar um pouco da supressão de crença nisso já que ela estava acamada nos últimos quatro meses, mas tirando isso e adicionando a minha simpatia para os personagens, posso dizer que essa parte do episódio foi de aquecer o coração já que foi o retorno da princesa ao seu castelo cheio de seus patrimônios.

Esse último episódio me deu uma sensação de falta daquela que me prendeu a série e triste por não voltar a ver aquela Hina que energizava as primeiras semanas da temporada de outono/Setembro de 2020, mas não me sinto mal a ver esse episódio que mesmo cheio de clichês me emocionou, principalmente por ter simpatia com os personagens então tudo que foi apresentado, desde da volta da Hina para casa até o mais besta como foi a declaração do Yota dizendo que iria superar o avô da China para voltá-la a ter aquela Hina que ele conheceu no episódio 1 fizeram-me ter lágrimas na minha face, óbvio que não foi um episódio fantástico, mas o ponto final da série foi equivalente a toda sua narrativa: simples, orgânica para história e madura, pois diferente de grande parte das obras que normalmente trabalham com uma história tão pesada como foi os últimos episódios de Kamisama, normalmente vão para uma solução ex-machina, enquanto o próprio Kamisama respeitou sua própria narrativa e nos deu um final bem pé no chão.

Review da Série

Era um dia em abril de 2020, nós otakus viviam normalmente nossas vidas normais até que Maeda Jun e sua batotinha anunciaram que iriam lançar um novo projeto, todo mundo ficou esperando algo grande do autor de Angel Beats! e Charlotte, assim em maio do mesmo ano fomos presenteados pelo projeto original daquele que nos fez rir e chorar numa mesma obra, Kamisama Ni Natta Hi(The Day I became God) nos deu a esperança em ver algo belíssimo da P.A Works, com uma história que todo mundo espera chora.

Falando de Charlotte, nada mais óbvio que um projeto do Maeda Jun ter o diretor fazer parte do projeto anterior, mas o estranho é que Yoshiyuki Asai, tirando Kamisama e Charlotte, ele trabalhou em Fate/Apocrypha e só, então fica uma sensação estranha já que essas obras carregam um certo hate dos fãs da franquia, mas aqui em Kamisama o Asai mostra que está em sintonia com Maeda Jun, pois sua direção conseguiu, na maioria das vezes, demonstra bem a história que estava contando, com uma suavidade monstruosa para o diretor que Asai é, cada elemento, cada detalhe, cada linha usada tinha sentido em relação a história contada.

Bem o compositor da série é fácil já que é uma história by Maeda Jun, então vamos o motivo do porque o desenho é bonito e o motivo é simples já que o Na-Ga fez o design dos jogos de Angel Beats!, Little Busters! e Charlotte, consequentemente dos animes dessas obras, mas para a suavização para a fluida animação desse anime ficou na mão de Manabu Nii que não tem tantos trabalhos destacáveis como Hina Logic, mas outros trabalhos fazendo direção de animação e sim ele também ficou responsável pela fantástica animação, pelo menos no resumo geral da obra, de Kamisama, e que trabalho pois Carole & Tuesday teve alguns episódios com a direção de animação dele, ainda tem Bakuon, mas vamos esquecer dele ok?

Já a parte sonora ficou a três cabeças, primeiramente o próprio Maeda Jun, um cara que ficou responsável pelas músicas da Key era claro que ele ficaria com a parte musical de suas obras, mas ele não foi o único já também tivemos a Manyo que nunca trabalhou em anime, mas é um responsável compositor tanto para singles quanto para parte dos games e junto com Iida Satoki que possui inúmeros trabalhos, desde Angel Beats!, Carnival Phantasm, Amagami SS, Persona 4 Animation, Charlotte, Hanako-Kun e Appare-Ranman!, a reunião dessas cabeças nos deram uma trilha sonora fantástica e um BGM simples, mas memoráveis.

Abertura e encerramento

Antes de tudo irei focar em Kimi to Iu Shinwa (君という神話) e Goodbye Seven Seas, pois estamos falando de Maeda Jun e claro que teríamos a melhor soundtrack para sua obra feita ao gosto do autor, então comentar Takaramono ni Natta Hi (宝物になった日, O dia que se  tornou precioso, ou um tesouro) e Natsunagi (夏凪ぎ, o O término do Verão, numa tradução livre) seria contra produtivo pois são encerramentos de episódios específicos e que compartilham justamente a cantora, aparentemente a parceria de Yanagi e Maeda Jun e para todas as músicas do anime e a voz dela combinou perfeitamente com a letra de Maeda e tomo como o próprio exemplo a abertura pois a letra de Kimi to Iu Shinwa é belíssima, claro que não posso colocar a letra aqui já que eu li a letra em japonês, mas a combinação de Yanagi e Maeda Jun está divina por mostrar praticamente um desejo da Hina para celebrar seu fim do mundo, como essa abertura possui duas versões decidi colocar a Ver.1 para vocês repararem as diferenças como a própria comparação da Hina com o peixe dourado que o próprio anime fez justamente no episódio 5 e 9, fora a alta referência que a Hina é um peixe dourado que traz alegria a quem o tem, mas se não dar um ambiente ideal para ele, muito provavelmente não viverá muito.

Já todas as referências que tive com Goodbye Seven Seas estão justamente na review do episódio 2, apesar que deixei passar, justamente por aquele episódio ser ainda o início da obra, se considerarmos que a Hina é um peixe dourado e como o episódio 9 exemplificou o mundo cibernético como fosse um grande mar, então ele nos mostra o sono da Hina, quando sua mente se ajusta para o sistema da “magia” dentro da mente dela, ou é o spoiler mais descarado da história, lembrete que estou escrevendo antes do episódio final e depois de assistir a letra do encerramento é basicamente a sinopse do filme da Sora.

Considerações Pessoais

Kamisama ni Natta Hi me surpreendeu positivamente pois como falei lá na review do episódio 1, eu nunca assistir Kanon, Air, Clannad, Little Busters!, Angel Beats! ou Charlotte, ou seja, nunca consumir um roteiro de Maeda Jun, não por preconceito, afinal de contas é o autor de Angel Beats! e Charlotte, então ele é bastante celebrado e talvez muito criticado por isso, mas eu acho que tivesse sorte em ver Kamisama direto para apreciar a obra por si só e não comparar com os demais como muita gente fez; o anime possui um roteiro constante que aproveita de todos os episódios para contar sua história, desde o episódio 4 onde aparentemente era um episódio totalmente aleatório, tanto que as narrativas apresentadas nele se fecham como o ponto do prêmio da competição de Mahjong foi justamente para pagar o conserto do terno favorito do pai do Yota, este episódio foi usado para encurtar a perseguição do Suzuki e seu Baba atrás da nossa “deusa”; todos os episódios possui um peso na narrativa o que faz a experiência do anime ser parecida, tanto que acompanha durante a temporada, ou se você quiser maratonar a série de uma vez, a historia é simples, um slice-of-life com elementos de sobrenatural, mesmo que Suzuki e Hina possuem elementos de Sci-Fi, dentro da narrativa eles se tornam elementos de magia, apesar que se comparamos um pouco a “magia” de Kamisama remete mais a magia da série cor de Fate, que é limitado, do que as demais séries que usam esse subterfúgio em suas narrativas, fora que considero o uso tecnológico da obra como magia muito pelo que eu disse na review do quinto episódio.

Outro elemento que dá para destacar é a animação, pois depois de algumas obras questionadas da P.A. Works, to de olho em você Fairy Gone, temos  Kamisama ni Natta Hi mostrando o primor da animação, claro que não foi constante já que alguns episódios tivemos muitas cenas estáticas que não estavam mal-feitas, não é Fairy Gone, Kamisama é de longe, talvez podemos comparar com Majo no Tabitabi ou Maoujou de Oyasumi em quesito de finalização, a obra extremamente bem produzida, tanto no storyboard até mesmo nos filtros aplicados e a interpolação de movimentos dos personagens que não ficou estranhos; a música é até fácil tecer elogios já que Maeda Jun ficou responsável por escolher/compor toda a trilha sonora da obra, então todos os efeitos, soundtracks e até mesmo os mais simples BGMs saíram da mente dele.

Talvez a principal falha de Kamisama seja a falta de mensagem, mas aí é pedir demais dessa obra, já que o desenvolvimento dos personagens é o grande foco da obra e talvez o grande hater para o público já que não é obrigatório gostar dos personagens da obra, prejudica a experiência, prejudica, mas a experiência da obra é até mais que os personagens, eles ainda são o motriz da obra já que tudo gira em torno da Hina, mas a narrativa apresenta elementos que compõem uma boa história como a lógica narrativa, as passagens mostradas através do episódio e a constância do desenrolar da história; após assistir o último episódio finalmente entendo a admiração com Maeda Jun pois Kamisama foi uma experiência satisfatória, não tanto para ganhar um 10/10, no máximo um 8 por possui falhas que prejudicam a experiência toda como o “desenvolvimento” romântico do Yota e Hina, mas tirando isso o anime me surpreendeu por ser uma boa história sendo bem contada, claro que provavelmente a narrativa segue bastante a cartilha do próprio Maeda Jun, mas o fato de ser uma história coesa faz dele uma obra que será lembrada no futuro.

Basicamente era isso que eu tinha para falar desta tentativa Angel Beats da nova geração, aqui é Jonh Vini e essa foi minha review desta série como um todo, estou à espera dos vossos Feedbacks do episódio e da temporada se vocês quiserem, também espero Feedbacks da review para melhorar minha escrita para vocês, não se afobem pois arrependimento mata, vamos discutir pacificamente, sem puxar palavras de baixo calão já que como podem ver eu não desferir nenhuma contra vocês é saudável porque enriquece a vida e até mais.

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